FRED SANTOS - Palestrante Espírita

FRED SANTOS - Palestrante Espírita
"Compartilhamos aqui nossas modestas palestras e textos, à luz da Doutrina Espírita."

sábado, 8 de dezembro de 2012

BEM, MAL: O QUE QUERO?

“A moral dos Espíritos superiores se resume, como a do Cristo, nesta máxima evangélica: Fazer aos outros o que quereríamos que os outros nos fizessem, isto é, fazer o bem e não o mal. Neste princípio encontra o homem uma regra universal de proceder, mesmo para as suas menores ações."
(L.E. - Introdução Ítem IV)


Quer o BEM? Construa o BEM. Quer a PAZ? Construa a PAZ. Quer a FELICIDADE, mesmo não sendo ainda deste mundo? Busque-a, viva as alegrias do dia a dia com mais vontade, com mais otimismo e ela estará com você. Simples e complexo, mas é o caminho.
Querer tudo isto sem se esforçar, vivendo na omissão e esperando que somento os outros lhe tragam cada uma dessas aspirações não te farão evoluir, apenas caminhar, quando muito numa marcha lentissima, até preguiçosa.

Pense nisto, AJA, REAJA!


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

REFLETINDO COM AGOSTINHO



"O Espiritismo não é obra de um homem. Ninguém pode inculcar-se como seu
criador, pois tão antigo é ele quanto a criação."
- Livro dos Espíritos, Parte Quarta, Capítulo II, Conclusão (Agostinho).

Uma frase em meio a um pensamento mais longo e, certamente, mais elucidativo, do espírito Agostinho, que, por conta de um posicionamento íntimo meu, me abstenho de nominá-lo de "santo" pois assim não o vejo, bem como a todos os outros espíritos oriundos da Igreja Romana e, talvez, por questão de aceitação por parte dos Homens do século 19 quanto aos títulos religiosos, os mesmos assim se identificaram para uma maior credibilidade na autoria dos textos, sendo assim incluído na edição primeira do L.E, ficando nas demais, portanto. Tenho certeza que esses espíritos não se importam com minha recusa em chamá-los de santos, talvez alguns espíritas se incomodem, mas esses são tão humanos quanto esse modesto escrevedor de palavras, assim, não nos preocupemos com coisas menores.

Tem razão o nobre espírito Agostinho. O Espiritismo não é e não era obra de um homem. É obra da espiritualidade, oriunda do universo. Assim foi colocada, a doutrina, na condição de Revelação, a humanidade. A partir de então, o mundo recebeu dos Céus a luz divina a iluminar um novo caminho para uma nova fase de progresso espiritual para os Homens.
O que esses mesmos homens estão fazendo com essa revelação? O que os espíritas estão fazendo com o Espiritismo? A doutrina é dos espíritos, mas o uso da mesma na Terra é nosso, e também nossa responsabilidade. Passados mais de 150 anos do lançamento do Livro dos Espíritos, a doutrina ainda é pouco conhecida no planeta, bem menos ainda é compreendida. Mas tudo é questão de tempo e de amadurecimento, e de se ter expurgada do movimento uma ingênua argumentação de que não devemos ser proselitista, o que concordo em parte, mas também não devemos ser omissos e ausentes em sua propagação, pois é, no mínimo, nosso dever e sempre no exercício da caridade da divulgação, bem como na ação. E nesse aspecto, de um modo geral, ainda divulgamos pouco e muitas vezes de forma equivocada, talvez por que muitos, muitos mesmo, espíritas não gostem de estudar a doutrina que fazem parte. Vai se entender, né?

E o movimento espírita no mundo como anda? No ritmo do espiritualismo em quase todos os pontos do velho continente e bastante desconhecido em outros muitos pontos do planeta. Aqui no Brasil, a doutrina se estabeleceu, plantou raízes, se misturou e se ampliou. O movimento foi construído e reconstruído em meio a mitos, as influências do pensamento africano, entre outros aspectos culturais. Não tenho a intenção de aprofundar estudos históricos do Espiritismo no Brasil, há muitos outros que podem e fazem isto melhor do que eu, mas apenas de provocar a reflexão de que, salvo engano, há um espiritismo para cada gosto, em muitos rincões desse país, de forma errônea e totalmente desprovida do estudo necessário existente na doutrina. Há muito personalismo, pouca institucionalização, unidade. Muitas interpretações pessoais e pouco estudo das obras. Conheci médiuns ao longo desses anos de militância espírita que nunca tinha lido o Livro dos Médiuns, que nunca tinham participado de cursos, mas estavam a anos sentados nas cadeiras das reuniões mediúnicas, ao menos uma vez por semana, sem conhecer os outros dias da Casa e seus trabalhadores. Médiuns ou Espíritas? Ambos ou nenhum, talvez.

Agostinho tinha razão: "O Espiritismo não é obra de um homem". E ele não estava se referindo a obra, a codificação, mas o todo. Leiam o texto completo, vocês verão. Estamos abertos a comentários, se desejarem.